Em Acorizal (MT), uma fiscalização conjunta da Polícia Civil, Vigilância Sanitária Estadual e Procon flagrou uma Estação de Tratamento de Água (ETA) utilizando cal hidratada destinada à construção civil no tratamento de água. A Vigilância Sanitária interditou todo o estoque do produto. A prática é ilegal e representa risco à saúde pública.
Na última terça-feira (18), uma operação conjunta entre a Polícia Civil, a Vigilância Sanitária Estadual e o Procon de Mato Grosso flagrou, no município de Acorizal, o uso de cal hidratada destinada à construção civil no tratamento de água de uma Estação de Tratamento de Água (ETA). O produto, que não possui registro para uso em água potável, foi encontrado em sacos no local, e a Vigilância Sanitária interditou todo o estoque. A prática configura infração sanitária e pode caracterizar crime contra a saúde pública, conforme o Código Penal e a legislação sanitária vigente.
A cal hidratada utilizada em obras contém impurezas e substâncias que podem ser nocivas à saúde humana, como metais pesados e outros contaminantes. O tratamento de água para consumo humano deve seguir rigorosos padrões de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde, e o uso de produtos não autorizados pode comprometer a qualidade da água distribuída à população. A interdição do estoque e a abertura de procedimento administrativo e criminal são medidas imediatas, mas a investigação deve apurar a extensão do problema e se houve contaminação da água fornecida à comunidade.
Para o cidadão comum, essa notícia é um alerta sobre a importância de se fiscalizar a qualidade da água que chega às torneiras. A água tratada é essencial para a saúde, e qualquer irregularidade no processo de tratamento pode trazer riscos de doenças gastrointestinais e outras complicações. A população de Acorizal deve ficar atenta a qualquer alteração no sabor, cheiro ou aparência da água e buscar informações junto à prefeitura e aos órgãos de saúde. Além disso, é fundamental que os órgãos públicos atuem com rigor para garantir que as ETAs cumpram as normas técnicas e sanitárias.
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