Levantamento da CLA Brasil indica que comportamentos inadequados de gestores são relativizados quando eles atingem metas. Isso pode configurar assédio moral, sujeito a indenizações e outras consequências legais.
Uma pesquisa realizada pela CLA Brasil, divulgada pelo G1, aponta que muitos trabalhadores percebem que empresas toleram abusos de chefes que entregam resultados. O levantamento ouviu profissionais de diversas áreas e constatou que comportamentos como gritos, humilhações e pressão excessiva são frequentemente ignorados ou justificados pela produtividade. Essa prática, no entanto, pode configurar assédio moral, que é vedado pela legislação trabalhista brasileira, especialmente pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pela jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
O assédio moral no trabalho ocorre quando há exposição prolongada a situações humilhantes ou constrangedoras, e a tolerância das empresas a esse comportamento pode gerar responsabilidade civil. O empregador pode ser obrigado a pagar indenização por danos morais ao empregado vitimado, além de responder por outras sanções administrativas. A pesquisa também revela que muitos trabalhadores não denunciam por medo de represálias, o que agrava o problema. A Lei 14.457/2022 (Programa Emprega + Mulheres) e a Norma Regulamentadora NR-01 reforçam a obrigação das empresas de prevenir e combater o assédio no ambiente de trabalho.
Para o cidadão comum, essa notícia é um alerta: mesmo que um chefe seja competente, ele não pode ultrapassar os limites do respeito. Se você sofre ou presencia abusos, saiba que há mecanismos legais de proteção. A Justiça do Trabalho tem reconhecido o direito à reparação, e a empresa pode ser responsabilizada se não agir. É importante conhecer seus direitos e buscar ajuda, pois a tolerância a esse tipo de conduta perpetua um ambiente tóxico que afeta a saúde mental e a dignidade de todos.
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