A fiscalização da Lei Seca ganhará um novo aliado: o drogômetro, um aparelho capaz de detectar o uso de substâncias tóxicas por motoristas. O dispositivo será utilizado em blitz para identificar condutores sob efeito de drogas, aumentando a segurança no trânsito. A medida impacta diretamente os motoristas, que poderão ser submetidos ao teste durante abordagens.
O governo anunciou a utilização do drogômetro nas blitz da Lei Seca, um dispositivo portátil que detecta a presença de substâncias tóxicas no organismo por meio de amostras de saliva. O aparelho, que já é usado em outros países, chega ao Brasil para reforçar a fiscalização de trânsito, que atualmente se concentra no teste do bafômetro para álcool. A novidade foi divulgada pelo Ministério da Justiça e deve ser implementada em todo o território nacional.
O drogômetro é capaz de identificar o uso de drogas como maconha, cocaína, anfetaminas e opioides, entre outras. O teste é rápido e não invasivo, e o resultado sai em poucos minutos. A medida se baseia na Lei 12.760/2012, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para tornar mais rígida a punição a motoristas que dirigem sob efeito de álcool ou outras substâncias psicoativas. Com o novo aparelho, a fiscalização se torna mais abrangente, pois antes era difícil comprovar o uso de drogas sem exame clínico ou testemunhas.
Para o cidadão comum, a principal mudança é que, durante uma blitz, o motorista poderá ser solicitado a fornecer uma amostra de saliva para o teste. Recusar-se a fazer o teste pode resultar em multa e suspensão do direito de dirigir, assim como ocorre com o bafômetro. A medida visa aumentar a segurança nas estradas, já que dirigir sob efeito de drogas é tão perigoso quanto dirigir alcoolizado. É importante que os motoristas estejam cientes de seus direitos e deveres, e que evitem dirigir após o uso de qualquer substância que possa comprometer sua capacidade.
Se você for abordado em uma blitz e solicitado a fazer o teste do drogômetro:
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