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newspaper Família calendar_today 18/08/2026 public correiobraziliense.com.br visibility 12 visualizações

Homem descobre por DNA que não é pai biológico, mas Justiça mantém paternidade socioafetiva e pensão

Um homem descobriu por teste de DNA que não é o pai biológico da filha de 8 anos, após traição da ex-esposa. Ao tentar anular o registro de paternidade, o Tribunal de Justiça negou o pedido, com base no Tema 622 do STF, que prioriza o vínculo afetivo sobre a verdade biológica. Assim, ele continua obrigado a pagar pensão alimentícia de R$ 1.800 mensais.

Homem descobre por DNA que não é pai biológico, mas Justiça mantém paternidade socioafetiva e pensão

Um homem registrou uma criança como sua filha e a criou por oito anos, até descobrir, por meio de teste de DNA, que não era o pai biológico. A ex-esposa confessou a traição, e ele tentou anular o registro civil de paternidade. No entanto, o Tribunal de Justiça negou o pedido, aplicando o Tema 622 do STF, que estabelece que a paternidade socioafetiva, construída pelo vínculo de afeto, prevalece sobre a verdade biológica quando não há vício de consentimento no registro.

Essa decisão reforça o entendimento de que o reconhecimento voluntário de paternidade, feito de forma livre e consciente, gera efeitos jurídicos permanentes. Mesmo que o pai descubra depois que não é o biológico, o vínculo afetivo e a convivência familiar são considerados mais importantes para a proteção da criança. Assim, a obrigação de pagar pensão alimentícia permanece, pois o dever de sustento decorre da paternidade socioafetiva, não apenas do vínculo genético.

Para o cidadão comum, essa decisão mostra que a paternidade vai além do DNA. Quem registra uma criança como filho assume responsabilidades legais e afetivas que não podem ser simplesmente descartadas com um exame. Isso protege a criança, que não pode ser prejudicada por uma mudança de decisão do adulto. Por outro lado, alerta para a importância de se ter certeza antes de registrar uma criança, pois o ato é irreversível na maioria dos casos.

tips_and_updates O que fazer se isso acontecer com você?

Se você estiver numa situação parecida ou quiser se proteger:

  • Pense bem antes de registrar — Se tiver dúvidas sobre a paternidade biológica, faça um teste de DNA antes de reconhecer a criança como filha. O registro é um ato jurídico com consequências permanentes.
  • Busque orientação jurídica — Se você já registrou e descobriu que não é o pai biológico, consulte um advogado para entender as possibilidades legais. Em casos de erro ou fraude, pode ser possível anular o registro, mas a decisão dependerá das circunstâncias.
  • Considere a mediação familiar — Em vez de ir direto à Justiça, tente um acordo com a mãe da criança para definir questões como guarda e pensão, sempre priorizando o bem-estar da criança.
  • Documente tudo — Guarde comprovantes de despesas, mensagens e qualquer prova do vínculo afetivo ou de eventual coação. Isso pode ser útil em um processo judicial.
  • Entenda seus direitos e deveres — Mesmo que a paternidade biológica seja descartada, a paternidade socioafetiva pode gerar obrigações. Informe-se sobre a legislação e a jurisprudência para tomar decisões conscientes.
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#PaternidadeSocioafetiva#Tema622#STF#DNA#PensãoAlimentícia#RegistroCivil
info Este resumo tem finalidade exclusivamente informativa, gerado a partir de fontes públicas. Não constitui consultoria jurídica. Consulte sempre um advogado registrado na OAB para análise do seu caso específico.

Entenda seus direitos na prática

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